GUARDIÕES DO CAPARAÓ — Desbravadores · ALTO CAPARAÓ/MG

Logotipo do Clube de Desbravadores GUARDIÕES DO CAPARAÓ — ALTO CAPARAÓ/MG

De Luzeiros a Guardiões Se os primeiros anos da igreja foram marcados por lamparinas acesas na escuridão das montanhas, os anos 1990 trouxeram uma nova chama — agora nas mãos de adolescentes uniformizados, com lenços ao pescoço e brilho nos olhos. A década de 1990 foi um tempo de grandes feitos para a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Alto Caparaó. Por volta de 1996, mudou-se para a cidade o casal Cassiano Zedan e Gilza Trentini, vindos de São Paulo. Eles não trouxeram apenas malas; trouxeram visão. Eram desbravadores de coração, e ao contemplarem as montanhas do Caparaó, as matas fechadas, as cachoeiras escondidas e o relevo desafiador, enxergaram ali o cenário perfeito para algo maior. “Este é o lugar dos sonhos para um clube de desbravadores.” A ideia foi levada à igreja. A comissão avaliou. E aprovou. Logo começaram as inscrições para o início das atividades do novo clube. Para fortalecer o projeto, juntaram-se a Cassiano e Gilza dois nomes importantes: Wellington Vital e Eliane Gomes. Agora havia diretoria. Havia propósito. Havia juventude pronta. Faltava um nome. A igreja inteira participou do processo. Cada membro pôde sugerir um nome. Depois vieram as votações, eliminações sucessivas, até restar o escolhido. O nome vencedor foi sugerido por Armando Junior: Luzeiros da Colina. E assim, no início de 1997, começaram oficialmente as atividades do Clube de Desbravadores Luzeiros da Colina — o primeiro clube da região. Entre os que fizeram parte daquela primeira geração estavam: Armando Junior, Alan Jhones, Atila, André, Erwin, Thiago, Victor, Cintia, Michelle, Glaucia, entre outros. O clube nasceu animado. Para muitos daqueles meninos e meninas, tudo era novidade. Aulas de nós e amarras. Estudo da natureza. Técnicas de sobrevivência. Fogueiras acesas sob o céu estrelado do Caparaó. O uniforme representava pertencimento; o lenço, identidade; o grito de guerra, união. O primeiro acampamento aconteceu em um local chamado Pedregulho. Ali, sob o frio das montanhas e o calor da amizade, laços foram formados. Naquela época, o pastor da igreja era Paulo Zan. Ele se encantou com a iniciativa e passou a incentivar outras igrejas do distrito a também organizarem seus clubes. Em um gesto visionário, levou um grupo de jovens de Carangola até Alto Caparaó para um dia de treinamento com Cassiano, na área da campal. O que começou ali frutificou. Ao retornarem para Carangola, fundaram o Clube de Desbravadores Vigilantes da Mata. O Luzeiros da Colina seguiu ativo até o início dos anos 2000, quando Cassiano e Gilza retornaram para São Paulo. Depois disso, houve tentativas de reativação, mas as iniciativas duravam pouco. A chama parecia ter diminuído — mas não se apagado. O tempo passou. Uma nova geração cresceu. Novos filhos enchiam os bancos da igreja. E o sonho voltou. Em 2010, surgiu novamente o desejo de recomeçar. Um grupo de amigos, conversando, decidiu que era hora de levantar o clube outra vez. Em janeiro de 2011, em Capim Roxo, aconteceu um treinamento de diretoria com o pastor Paulo Machado. De Alto Caparaó participaram: Mauro, Loren, Junior, Elisangela, Wellington, Eliane e Oneida. Após o treinamento, reuniram-se e traçaram o planejamento para a abertura do clube. Assim como em 1997, foi feita uma votação para escolher o nome. O nome escolhido foi: Guardiões do Caparaó. Em março de 19/03/2011 aconteceu a primeira reunião oficial do Clube de Desbravadores Guardiões do Caparaó, tendo como diretor Junior, os demais membros da diretoria eram: Elisangela, Mauro, Loren, Wellington, Eliane, Glauciléia, Rudson e Maria Oneida A primeira caminhada do novo clube foi até o Vale Verde. Ali realizaram diversas atividades, reafirmando que o Caparaó continuava sendo um verdadeiro laboratório natural para a formação de líderes. O primeiro acampamento foi realizado no terreno da casa do Renato, vizinho do diretor associado Mauro. Simples, mas cheio de significado. Como sempre fora na história daquela igreja: grandes começos em lugares humildes. Em 2013, o clube participou de seu primeiro grande evento: o Intercamp da Fadminas, em Lavras. Foi mais que uma viagem — foi a confirmação de que o Guardiões do Caparaó agora fazia parte de algo maior. Os desbravadores passaram a ser presença marcante no desfile de 7 de setembro, destacando-se com sua fanfarra e sua ordem unida. A comunidade observava com admiração aquela juventude disciplinada, organizada, firme. O clube Guardiões do Caparaó passou a ser convidado para diversos eventos da região, representando não apenas a igreja, mas os valores que carregava. O clube Guardiões formou futuros líderes. No ano de 2012 Robson Santos (Robinho) e Kamila eram conselheiros de unidades. Permaneceram aprendendo e ajudando durante 2 anos. Foi quando Robinho passou no vestibular de teologia do IANE na Bahia e foi seguir o sonho. Hoje Robinho virou Pastor Robson e ele é o departamental de desbravadores e aventureiros na associação mineira sul. Robinho e Kamila são lideres master avançados.  Agora, em 2026, o Clube de Desbravadores Guardiões do Caparaó completa 15 anos de história. Mais de 150 adolescentes já passaram por suas fileiras nesse período. Já exerceram a função de diretor: Junior, Mauro, Elisangela e Loren. E os desbravadores seguem avante. Prontos para cumprir a missão de tirar do pecado e guiar no serviço. Firmes no propósito de levar a mensagem do advento ao mundo em sua geração. E com a esperança viva de que, muito em breve, participarão do maior Campori de todos — o Campori no Céu. Porque nas montanhas do Caparaó não se formam apenas trilhas. Formam-se caráteres. Formam-se líderes. Formam-se missionários. E enquanto houver um lenço erguido contra o vento frio das montanhas, haverá também um luzeiro brilhando na colina.

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