Especialidade de Língua de Sinais
Atividades Missionárias e Comunitárias
Requisitos
- Aprender e demonstrar ao seu instrutor o alfabeto (letras e números) da língua de sinais do seu pais.
Resposta: Em Libras (Brasil): 26 letras + numerais 0-9 representados por configurações de mão. A=mão fechada, B=palma aberta dedos juntos, C=mão em formato de C, J e Z exigem movimento, demais são estáticos. Datilologia é base para soletrar nomes próprios. — Libras foi reconhecida pela Lei 10.436/2002 e regulamentada pelo Decreto 5.626/2005. Datilologia (alfabeto manual) é diferente da língua propriamente dita — esta usa parâmetros: configuração de mão (CM), ponto de articulação (PA), movimento (M), orientação (O) e expressão (NM).
- Ter, no mínimo, cinco horas de aula da língua de sinais do seu país, ministradas por um instrutor fluente nela.
Resposta: Procurar curso na FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), igreja com ministério para surdos, escola bilíngue ou intérprete certificado pelo PROLIBRAS. Registrar presença, pedir certificado e praticar com surdos reais. — FENEIS é a maior referência no Brasil. Lei 10.436/2002 obriga universidades a oferecer Libras nos cursos de licenciatura. Aulas com surdos nativos (CODA — Children of Deaf Adults) são mais autênticas. SAC dos Desbravadores oferece cursos pontuais. Praticar fora da aula consolida.
- Usando o alfabeto manual, enviar e receber sinais numa velocidade de dez palavras por minuto, usando um mínimo de 30 letras.
Resposta: 10 palavras por minuto = ~50 letras/min (média 5 letras por palavra). Praticar com fluência em palavras simples como 'casa', 'amigo', 'igreja'. Receber exige reconhecimento visual rápido. Treinar diariamente 15 minutos com alguém parceiro. — Velocidade de fluentes em datilologia chega a 80 letras/min. Iniciantes começam em 20-30 letras/min. Importante manter a mão na altura do peito e evitar movimentos extras. Não se solta a letra antes de fazer a próxima — fluência exige transição suave entre configurações.
- Aprender, pelo menos, 150 sinais a partir de um instrutor fluente na língua de sinais.
Resposta: Vocabulário básico funcional gira em torno de 200-300 sinais. Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES, fundado em 1857 no Rio) tem dicionário visual oficial. Apps gratuitos: Hand Talk (criado no Brasil) e VLibras (governo). Repetição espaçada acelera retenção.
- Aprender e apresentar na língua de sinais do seu país pelo menos duas músicas com, no mínimo, 2 minutos cada. As músicas devem ser apresentadas usando-se sinais e não o alfabeto.
Resposta: A interpretação musical em Libras é arte performática chamada 'canto-sinal'. Não traduz palavra-por-palavra mas o sentido, com classificadores visuais (CL). Igreja Adventista do Sétimo Dia tem grupo de surdos no canal 3ABN-Libras. Hinário Adventista tem versões interpretadas no YouTube oficial.
- Cumprir os seguintes itens:
- Saber e explicar a diferença entre sinais e gestos.
- Saber e explicar a diferença entre surdo e deficiente auditivo.
- Visite uma escola de ensino fundamental que trabalhe com surdos e pergunte como funciona o sistema de inclusão do aluno surdo.
Resposta: Sinal: unidade da Libras com gramática própria (CM, PA, M). Gesto: improvisado, sem regras. Surdo: identidade cultural ('Surdo' com S maiúsculo). Deficiente auditivo: termo médico antigo. Escola inclusiva tem AEE, intérprete em sala e materiais visuais. — Comunidade surda brasileira prefere 'Surdo' (cultural) a 'deficiente auditivo' (déficit). Lei 14.191/2021 institui Educação Bilíngue de Surdos (Libras L1, Português L2). AEE = Atendimento Educacional Especializado em sala de recursos. INES no Rio é referência.