Especialidade de Historiador Eclesiástico
Atividades Missionárias e Comunitárias
Requisitos
- Entrevistar um professor de história e apresentar a entrevista ao examinador:
- O que o motivou na escolha por ser um historiador ou professor de história?
- O que mais lhe chama atenção ao estudar a história?
- Qual seria o aspecto mais interessante de sua profissão e o mais difícil?
- O que é história?
- O que é historiografia?
- Qual a importância do estudo de história?
- Qual é o trabalho de um historiador e seu campo de trabalho?
- Quais são as principais técnicas de levantamento e pesquisa histórica?
- O que é Cronologia e Periodização?
- Qual a diferença entre Conhecimento Histórico e Reflexão Histórica?
Resposta: Marque entrevista com professor de história (escola, faculdade). Pergunte: motivação na escolha, o que mais chama atenção, aspecto mais interessante e mais difícil, definições (história, historiografia, cronologia, periodização), técnicas de pesquisa, importância do estudo. Anote respostas e apresente ao examinador da especialidade. — História é a ciência do passado humano; historiografia é o estudo de COMO se escreve história. Cronologia ordena eventos no tempo; periodização agrupa em eras (Antiga, Medieval, Moderna, Contemporânea). Professores oferecem perspectiva técnica + paixão pela área que livro nenhum traz tão bem como o diálogo direto vivo.
- Listar as principais fontes para a pesquisa sobre história da Igreja. (Escritas: documentos, jornais, livros, cartas, etc.; Não escritas: orais, monumentos, fotografias, músicas, vestuários, etc.).
Resposta: ESCRITAS: documentos oficiais (atas, registros), jornais (Revista Adventista), livros denominacionais, cartas, diários pessoais, periódicos. NÃO ESCRITAS: fotografias, filmes, gravações de áudio, entrevistas orais (memória dos pioneiros vivos), monumentos, edifícios históricos da igreja, artefatos físicos preservados em museus denominacionais. — Casa Publicadora Brasileira (CPB) tem arquivo histórico desde 1900. White Estate (EUA) preserva escritos de Ellen White completos. Entrevista oral é particularmente valiosa antes que pioneiros vivos morram — escola brasileira de história oral é referência mundial nessa metodologia desde os anos 1980.
- Citar, ao menos, 1 fonte que trate sobre a história denominacional da IASD em seu país.
Resposta: Fontes brasileiras sobre IASD: "História da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil" (Floyd Greenleaf, 2011, CPB). "Os Pioneiros" (Wellesley Muir). Revista Adventista (CPB, desde 1906). Periódicos da União Sul-Brasileira. Site Centro de Pesquisas Ellen G. White Brasil. Cite uma das fontes ao examinador. — Floyd Greenleaf é historiador americano que pesquisou IASD-Brasil em arquivos primários por décadas — obra de referência. Revista Adventista é o periódico mais antigo da denominação no Brasil (mais de 110 anos de edições contínuas). Centro EGW Brasil tem arquivo digital de cartas e manuscritos disponíveis online em geral.
- Fazer um relatório com, pelo menos, 400 palavras sobre o surgimento do movimento adventista.
Resposta: Escreva 400+ palavras cobrindo: William Miller (1782-1849, prega volta de Cristo em 1844), Grande Desapontamento (22/10/1844), surgimento do remanescente, Ellen White e seus dons proféticos, organização formal da IASD em 1863 (Battle Creek, EUA), princípios fundamentais (sábado, segunda vinda, estado dos mortos, santuário). Inclua datas e nomes-chave. — William Miller calculou erradamente o evento prometido (não foi a 2ª vinda mas a entrada de Cristo no Santuário Celestial conforme Daniel 8:14 — interpretação adventista). 1844 é marco fundamental. Hiram Edson teve a visão do santuário no dia seguinte ao Desapontamento. Ellen White era jovem (17 anos) quando começou a ter visões.
- Utilizando técnicas de levantamento histórico (bibliográfico; documental; entrevistas, etc.), redigir uma biografia detalhada de um:
- Pioneiro da Igreja Adventista no mundo
- Pioneiro da Igreja Adventista em seu país ou região
Resposta: Pesquise e escreva biografia de pioneiro mundial (Ellen White, James White, Joseph Bates, Hiram Edson) E pioneiro brasileiro (Frank Westphal — primeiro missionário em 1894, Luiz Berger — primeiro batismo no Brasil 1895). Inclua: data nascimento/morte, formação, conversão, contribuição específica, legado. Mínimo 1 página por biografia. — Frank Westphal chegou em 1894 vindo da Argentina com sua esposa Mary. Luiz Berger foi o primeiro brasileiro batizado em 1895. James White (1821-1881) foi marido de Ellen White e organizador prático da igreja. Joseph Bates trouxe o sábado pro movimento adventista. Hiram Edson teve a visão do santuário em 1844.
- Como a mensagem adventista chegou em sua região?
- Entrevistar alguém, se possível, que seja um pioneiro da igreja em sua região
- Ter uma foto da pessoa
- Ter a cópia de alguma fonte escrita que mencione a chegada do adventismo à região (pode ser periódico denominacional ou não)
Resposta: Cada região tem história própria de chegada da mensagem adventista. SP teve pioneirismo de Westphal (1894). Sul (RS) recebeu imigrantes alemães já adventistas. Norte/Nordeste recebeu mais tarde via missionários internos. Pioneiros idosos vivos são tesouros — entrevistá-los antes que morram preserva memória que livro nenhum capturou ainda hoje.
- Como se organizou a igreja do clube que você frequenta?
- Entrevistar alguém, se possível mais de uma pessoa, que seja um pioneiro da igreja local
- Conseguir fotos dos primeiros membros da igreja
- Ter a cópia de algumas fontes escritas sobre a fundação da igreja (ata da comissão, compra do terreno)
- Ter fotos da construção da igreja, inauguração e dedicação, etc.
Resposta: Cada igreja local tem história única — saber dela conecta o desbravador à comunidade. Atas de comissão são fontes oficiais com data exata de decisões. Escritura de compra do terreno mostra ano e valor. Fotos de inauguração documentam pessoas reais. Esse trabalho preserva memória pra gerações futuras quando os pioneiros morrerem.
- Usando o material levantado pelo requisito 5, elaborar um relatório final sobre a história da Igreja em sua região e Congregação local. (Este relatório pode ser apresentado em comemorações da igreja e do campo, bem como pode ser doado cópias para as autoridades e bibliotecas municipais).
Resposta: Relatório final é a SÍNTESE de tudo que foi pesquisado — não apenas cópia mas integração que conta uma narrativa coerente. Estrutura típica de trabalho histórico: introdução com pergunta-guia, desenvolvimento com fontes, conclusão com reflexão pessoal. Use citações com aspas + nota de rodapé indicando origem da informação corretamente.
- Com o auxílio do diretor do Clube, fazer um detalhado histórico sobre a existência do seu Clube de Desbravadores.
Resposta: Pesquise junto ao diretor: ano de fundação, primeiro diretor, primeiros desbravadores, primeira unidade, lema/nome do clube e origem, atividades marcantes, conquistas em camporis, mudanças de sede. Documente com fotos antigas, atas, lista de ex-membros notáveis. Apresente cronologia completa em formato de texto + linha do tempo visual. — Cada Clube tem narrativa própria que merece preservação. Diretor tem acesso a arquivo do clube (atas, fotos antigas) e contatos de ex-desbravadores. Camporis (encontros regionais) marcam datas importantes. Linha do tempo visual ajuda futuros membros entenderem rapidamente a trajetória do grupo desde a fundação inicial até hoje em vigor.
- Elaborar um mural sobre a história da igreja e expô-lo na igreja por, pelo menos, 2 sábados (se a especialidade for feita em grupo, deve-se repartir as tarefas e o mural deve ser exposto em mais de um lugar, por pelo menos 2 sábados em cada lugar). O mural deverá seguir o seguinte padrão:
- Estilo linha do tempo da história da igreja.
- Abarcar desde o Desapontamento até o último campori de seu clube.
- Apresentar imagens para a maioria dos eventos.
- Todos os eventos devem ser datados.
- Destacar eventos de sua Divisão, igreja e clube.
- Deve apresentar, pelo menos, 20 eventos históricos ao todo, destacando a relevância global, regional e local destes fatos.
- Nota: Se o mural for feito em grupo, a quantidade de lugares que o mural deve ser exposto deve ser proporcional ao número de membros que participaram da confecção. Você poderá contar com a ajuda de seu diretor ou conselheiro.
Resposta: Monte mural em formato linha do tempo cobrindo: Grande Desapontamento (1844) → primeiros pioneiros → organização IASD (1863) → expansão → chegada ao Brasil (1894) → fundação da Divisão Sul-Americana → primeiro campori → camporis recentes do seu clube. Mínimo 20 eventos com datas, imagens, descrição. Exponha 2+ sábados na igreja. — Linha do tempo é técnica didática poderosa — visualiza causalidade e sequência. CPB tem livros com cronologia adventista pra consulta. Camporis nacionais e internacionais marcam pontos importantes. Imagens de eventos antigos podem vir de Revista Adventista, sites denominacionais como adventistas.org, ou White Estate. 20 eventos é o mínimo essencial.
- Participar de uma encenação sobre algum acontecimento peculiar na história dos pioneiros adventistas.
Resposta: Participe de encenação dramática sobre evento histórico adventista. Sugestões: Grande Desapontamento (22/10/1844), visão de Hiram Edson, primeira visão de Ellen White (Dez/1844), batismo de Joseph Bates, organização da IASD em Battle Creek (1863). Reúna grupo do clube, ensaie, apresente em programa da igreja. Pode atuar, dirigir ou criar cenário. — Encenação dá VIDA à história — eventos abstratos viram experiência sensorial. Hiram Edson teve a visão num campo de milho indo pra casa dos pais (manhã 23/10/1844). Ellen White teve sua primeira visão em dezembro 1844, aos 17 anos. Joseph Bates abandonou a marinha pra dedicar vida ao adventismo. Grupos jovens adoram dramatizações.
- Após todos os trabalhos serem realizados, discutir com seu instrutor o sentido de herança, legado, tradição e pertinência.
Resposta: Discuta com instrutor: HERANÇA é o que recebemos dos pioneiros (doutrinas, missão, instituições). LEGADO é o que VOCÊ deixará pras próximas gerações. TRADIÇÃO são práticas mantidas por valor (sábado, comida vegetariana). PERTINÊNCIA é avaliar se o que herdamos faz sentido HOJE — alguns ajustes culturais sem perder essência. — Cada geração herda + adapta + transmite. Adventistas valorizam tradição (sábado é inegociável) mas adaptam forma (música contemporânea, mídia digital). "Pertinência" não significa abandonar valores — é APLICÁ-LOS ao seu tempo. Discussão com mentor ajuda jovem desbravador entender lugar dele na corrente de tradição viva da comunidade.