Especialidade de Datilografia
Atividades Profissionais
Requisitos
- Mostrar como limpar, escrever corretamente e mudar a fita numa máquina de escrever.
Resposta: Limpar tipos com escova rígida + álcool isopropílico em pano. Escrever: postura ereta, dedos curvados sobre a fileira-base (asdf-jklç), pressão firme e curta. Trocar fita: levantar a tampa, soltar carretéis, posicionar a fita nova entre as guias e travar. — Olivetti Lettera 32 e Remington Travel-Riter foram referências. Tipos sujos borram letras. Postura: punho neutro, antebraço paralelo ao chão, monitor (papel) na altura dos olhos. Datilografia ergonômica é base da digitação moderna. ABNT NBR 14724 mantém regras de formatação.
- Saber a diferença entre um tecido e uma fita de carbono.
Resposta: Fita de tecido: nylon entintado, reutilizável e reentintável, texto menos nítido. Fita de carbono: filme plástico de uso único, texto muito nítido e uniforme — padrão de documentos oficiais. — IBM Selectric (1961) padronizou cabeças de bola. Fita carbono dá impressão laser-quality mas custa 3-5x mais. Tecido pode ser reutilizado dezenas de vezes; carbono uma única passagem. Documentos certificados em cartórios exigiam carbono pela nitidez. Hoje obsoleto, substituído por impressora laser.
- Conhecer as partes de uma máquina de escrever e saber a função de todas as suas teclas.
Resposta: Carro (suporte do papel), cilindro (apoio), tipos (lâminas com letras), fita (entintada), carretéis. Teclas: shift (maiúscula), shift-lock (caps lock), backspace (volta), tab (tabulação), espaçador, retorno de carro (Enter) e teclas alfanuméricas. — Layout QWERTY foi criado em 1873 por Christopher Sholes para evitar travamento de tipos vizinhos. Teclado ABNT2 brasileiro inclui Ç com hífen-acento. Carro retorna ao início da linha com alavanca lateral em máquinas mecânicas. Espaçador conta caracteres pra centralização.
- Saber como fazer tabulação. Datilografar uma página usando tabulação com, pelo menos, 4 colunas.
Resposta: Calcular largura disponível e dividir em 4 colunas. Marcar paradas com SET nas posições; usar TAB para saltar entre elas. Datilografar cabeçalho e dados avançando com TAB ao próximo campo. — Página A4 tem 210mm largura útil. Margem 25mm cada lado deixa 160mm. Dividido em 4 colunas = 40mm cada. Em CPI 10 (caracteres por polegada) = ~16 caracteres por coluna. Tabulação usada em planilhas, listas de chamada, balancetes contábeis. Hoje TAB é tecla universal em editores de texto.
- Demonstrar como centralizar o texto horizontal e verticalmente.
Resposta: Horizontal: contar caracteres do título, dividir por 2 e subtrair do centro da linha. Vertical: contar linhas do texto, subtrair de 60 (linhas A4) e dividir por 2 = linhas em branco no topo. — Página A4 com fonte Pica (10 cpi, 6 lpi) cabe ~80 caracteres × 60 linhas. Para centralizar 'Convite' (7 caracteres) na linha de 80: 80÷2=40, 7÷2=3,5 → começar em 36 (40-3,5 arredonda 4). Vertical: texto de 20 linhas em página de 60: (60-20)÷2 = 20 linhas em branco no topo. Útil para convites e títulos.
- Demonstrar como fazer letras em itálico e negrito.
Resposta: Negrito: bater a mesma letra 2 vezes deslocando levemente o carro — engrossa o traço. Itálico: só em máquinas IBM Selectric elétricas com bola intercambiável de fonte itálica. — Sublinhado é alternativa ao itálico em máquina mecânica: usar tecla underscore após backspace nas letras a destacar. IBM Selectric (1961) revolucionou com bolas intercambiáveis (Light Italic, Bold, Pica, Elite). Hoje em editores digitais é Ctrl+B (negrito) e Ctrl+I (itálico). ABNT NBR 14724 padroniza uso em trabalhos.
- Operar uma máquina de escrever a uma velocidade de 40 palavras por minuto (mínimo) em material novo, durante 5 minutos, com não mais de 5 erros.
Resposta: 40 ppm = ~200 caracteres/min ou ~5 toques/seg. Praticar 30 min diários com método cego (toque digital sem olhar). Postura ereta, dedos curvados na fileira-base (asdf-jklç), retornar à posição base após cada tecla. Erro = letra trocada, faltante ou extra. — Datilógrafa profissional atinge 60-80 ppm; especialista 100+. Métodos populares: Henrique Stuart-Lebeis ('Curso de Datilografia') e Olivetti. Material novo é texto não decorado para evitar memorização. Erro real só conta 1 vez por palavra. Concursos públicos aceitavam 40 ppm como mínimo até 2010.