Especialidade de Manutenção de Bicicletas
Atividades Profissionais
Requisitos
- Explicar os tipos de bicicleta para cada situação abaixo
- Urbano
- Estrada asfaltada
- Estrada de terra batida
Resposta: 1) Urbano: bicicleta urbana ou híbrida — confortável, com pneus de largura média e postura ereta, ideal para a cidade e o uso no dia a dia. 2) Estrada asfaltada: bicicleta speed (de estrada) — leve, com pneus finos e lisos, aro grande e guidão curvado, feita para velocidade no asfalto. 3) Estrada de terra batida: mountain bike (MTB) — robusta, com pneus largos e cravados e suspensão, indicada para terrenos irregulares e trilhas. — Cada terreno pede um tipo: urbana na cidade, speed no asfalto e mountain bike na terra.
- Identificar e explicar as funções de cada peça a seguir:
- Quadro
- Roda
- Garfo
- Guidão
- Selim
- Corrente
- Freio
- Pneu
- Câmbio dianteiro
- Câmbio traseiro
- Cassete
- Roda
- Conduíte flexível ou cabo de aço
- Manete do freio
- Garfo com amortecedor
- Manopla
- Mesa
- Movimento central
- Pedal
- Pedivela
- Coroa
- Cubo da roda
- Raio
- Canote de selim
- Amortecedor
Resposta: 1) Quadro: a estrutura principal que sustenta e une todas as peças da bicicleta. 2) Roda: gira apoiada no solo e sustenta a bike, transmitindo o movimento. 3) Garfo: prende a roda dianteira ao quadro e permite esterçar (mudar a direção). 4) Guidão: peça por onde o ciclista dirige e controla a direção da bicicleta. 5) Selim: o banco onde o ciclista se senta. 6) Corrente: transmite a força dos pedais para a roda traseira. 7) Freio: reduz a velocidade e para a bicicleta. 8) Pneu: faz o contato com o solo, dá aderência e amortece o impacto. 9) Câmbio dianteiro: desloca a corrente entre as coroas (no pedivela) para trocar de marcha. 10) Câmbio traseiro: desloca a corrente entre as engrenagens do cassete para trocar de marcha. 11) Cassete: o conjunto de engrenagens (catracas) fixado na roda traseira. 12) Roda (traseira/dianteira): conjunto que sustenta e movimenta a bike, formado por cubo, raios, aro e pneu. 13) Conduíte flexível ou cabo de aço: o cabo que liga os manetes aos freios e câmbios, transmitindo o comando das mãos. 14) Manete do freio: alavanca no guidão que o ciclista aperta para acionar o freio. 15) Garfo com amortecedor: garfo dianteiro com suspensão, que absorve impactos em terrenos irregulares. 16) Manopla: o revestimento das pontas do guidão, onde se apoiam as mãos com firmeza e conforto. 17) Mesa (avanço): peça que liga o guidão ao garfo/tubo de direção, definindo a altura e o alcance do guidão. 18) Movimento central: o eixo e rolamentos no centro do quadro onde gira o pedivela. 19) Pedal: peça onde o ciclista apoia os pés para impulsionar a bike. 20) Pedivela: os braços que ligam os pedais ao movimento central e giram as coroas. 21) Coroa: a engrenagem dianteira, fixada ao pedivela, que tensiona a corrente. 22) Cubo da roda: a peça central da roda, com rolamentos, em torno da qual ela gira. 23) Raio: as hastes finas que ligam o cubo ao aro e dão resistência e formato à roda. 24) Canote de selim: o tubo que sustenta o selim e regula a altura do banco. 25) Amortecedor: componente de suspensão (dianteiro ou traseiro) que absorve impactos e dá conforto e controle. — Cada peça tem sua função — do quadro que sustenta à corrente e aos câmbios que transmitem a força e trocam as marchas.
- Identificar, trocar as pastilhas de freio e diferenciar cada modelo de freio baixo:
- Espora
- Bleide
- Disco
Resposta: 1) Espora (freio caliper/ferradura ou cantilever): é um freio de aro mais antigo, em que braços ou um arco em forma de ferradura/garfo prendem sapatas (pastilhas de borracha) que apertam as laterais do aro da roda para frear. É leve e simples, porém perde eficiência quando o aro está molhado ou empenado. 2) Bleide (V-brake): também é freio de aro, formado por dois braços laterais compridos fixados na mesma base, com sapatas que pressionam o aro. Por ter alavancas mais longas, gera mais força de frenagem que a espora, sendo comum em mountain bikes e bicicletas urbanas; ainda assim sofre com lama, chuva e aro torto. 3) Disco: atua sobre um disco metálico fixado no cubo da roda; ao acionar a manete, a pinça aperta as pastilhas contra esse disco. É o modelo mais potente, preciso e eficiente, mantendo bom desempenho mesmo molhado ou enlameado, pois não depende do aro. Pode ser mecânico (cabo) ou hidráulico (fluido). Troca das pastilhas: solte e retire a roda, abra/solte a pinça (ou os braços do freio de aro), remova as pastilhas gastas, encaixe as novas no lugar certo e ajuste a folga em relação ao disco (ou ao aro), de modo que não arrastem paradas e freiem firme ao acionar. — Do freio de aro (espora, V-brake) ao freio a disco, conhecer os modelos é o que permite ajustar e trocar as pastilhas certas.
- Qual a importância de manter os cabos dos freios lubrificados e ajustados?
Resposta: É essencial para a segurança: cabos lubrificados deslizam livres, acionando o freio com rapidez e suavidade; cabos ajustados garantem que o freio responda na hora certa, sem folga nem arraste. Cabos secos ou enferrujados emperram e podem falhar, comprometendo a frenagem. — Freio é segurança: cabo lubrificado e ajustado responde na hora — cabo seco pode falhar e causar acidente.
- Instalar um sistema de macha em uma bicicleta ou retirar, lubrificar e ajustar em uma que já tenha. Em seguida, explicar o motivo da lubrificação e ajuste.
- Identificar 3 tipos diferentes de aro e explicar suas diferenças e qualidades para cada tipo de bicicleta e terreno.
Resposta: • Aro de aço: barato e resistente, porém pesado e enferruja — uso urbano simples. • Aro de alumínio (liga leve): leve, não enferruja e freia melhor — o mais usado em MTB e speed. • Aro de fibra de carbono: muito leve e rígido, de alto desempenho, porém caro — para competição. Aros mais largos servem a terrenos irregulares (MTB); mais estreitos, ao asfalto (speed). — Aço (forte e barato), alumínio (leve, o mais comum) e carbono (leve e caro) — o aro certo depende do uso e do terreno.
- Enraiar corretamente um aro e alinhá-lo.
- Demonstrar como encontrar furos na câmara de ar. Colá-los, mostrando o equipamento adequado para tal serviço.
- Explicar como o amortecedor dianteiro e traseiro de uma bicicleta funciona e relacionar a perda de velocidade devido a ele.
Resposta: O amortecedor (suspensão) absorve os impactos do terreno (buracos, pedras), comprimindo uma mola e/ou ar e óleo e voltando à posição — dando conforto e controle em terrenos irregulares. Em troca, parte da energia do pedalar é absorvida pela suspensão (efeito de afundar), o que causa certa perda de velocidade, sobretudo no asfalto — por isso as bikes de estrada não têm suspensão. — A suspensão absorve impactos na trilha, mas 'rouba' um pouco da pedalada — por isso é vilã da velocidade no asfalto.
- Que tipo de óleo deve ser passado nas correntes, catracas e coroas?
Resposta: Deve-se usar lubrificante próprio para correntes de bicicleta (lubrificante específico — seco, para tempo seco e poeira; ou úmido, para chuva e lama). Não usar óleo grosso de cozinha nem só desengripante (WD-40 é desengripante, não lubrificante). Aplica-se o óleo na corrente limpa, girando os pedais, e remove-se o excesso. — Use lubrificante próprio de corrente (seco ou úmido conforme o clima) — óleo errado atrai sujeira e desgasta a transmissão.
- Existem 2 tipos de pé-de-vela, o com coroa acoplada e o sem coroa. Explicar e demonstrar as diferenças, modo de troca, lubrificação e cuidados para cada um.
- Como a caneta prende o guidão ao garfo? Demonstrar os diferentes tipos de guidão e caneta.
- Saber o tamanho de bicicleta e altura adequada do banco e guidão para cada pessoa.
Resposta: O tamanho da bicicleta (do quadro) deve combinar com a altura do ciclista (quadros são medidos em P/M/G ou em polegadas/cm). A altura do selim deve permitir que, com o pé no pedal na posição mais baixa, a perna fique quase esticada (leve flexão do joelho); o guidão, numa altura confortável que não force as costas. O ajuste correto evita dores e lesões e dá mais eficiência na pedalada. — Quadro do tamanho certo e selim na altura certa (perna quase esticada no pedal baixo) previnem dores e rendem mais na pedalada.
- Estagiar em uma oficina de bicicletas por, pelo menos, 15 dias e apresentar um relatório.
Resposta: A vivência na oficina consolida a teoria e mostra, na prática, a manutenção de bicicletas.