Especialidade de Telecartofilia - avançado

Atividades Recreativas

Requisitos

  1. Ter a especialidade de Telecartofilia.

    Resposta: Você precisa primeiro dominar conceitos básicos sobre coleção de cartões telefônicos: identificação por época, tipos básicos e cuidados de conservação. — A telecartofilia ganhou força nos anos 1980 com cartões franceses Télécarte, e o pré-requisito hierárquico segue o modelo pedagógico padrão dos Desbravadores em especialidades técnicas.

  2. Conhecer o funcionamento do cartão indutivo.

    Resposta: O cartão indutivo armazena créditos em um circuito impresso por tinta condutora ou bobinas magnéticas, que são lidos por indução eletromagnética sem contato direto. — O sistema indutivo foi adotado pela Telebrás no Brasil em 1992 e desativado em 2006 com a introdução da telefonia celular pré-paga, sendo um dos sistemas mais únicos do mundo.

  3. Onde é feita a impressão e a emissão dos cartões telefônicos em seu país?

    Resposta: Os cartões eram impressos pela Casa da Moeda do Brasil e por gráficas especializadas como Sungraph e Schlumberger. — A privatização do Sistema Telebrás em 29 de julho de 1998 substituiu as 27 concessionárias estaduais por três empresas regionais (Tele Norte, Tele Centro-Sul, Telesp), depois reorganizadas em Oi, Brasil Telecom e Telefônica.

  4. Os cartões mais antigos possuem um código. O que ele significa e como interpretá-lo? (Ex: <96 07(2N IT 00)4 (MU Fi >).

    Resposta: Esse código (impresso geralmente no canto inferior do verso dos cartões mais antigos) é uma marca de controle da gráfica/empresa que produziu o cartão, e não um dado de uso. Lê-se da esquerda para a direita identificando: 1) o ano de emissão (ex.: 96 = 1996); 2) o mês de emissão (ex.: 07 = julho); 3) o código de lote/tiragem e série da gráfica (ex.: 2N); 4) a sigla da gráfica ou impressora responsável (ex.: IT, MU, Fi — abreviações do fabricante, como Schlumberger, Sungraph, Casa da Moeda, etc.); 5) números de subsérie/quantidade da tiragem. Em resumo, o código serve para a operadora e a gráfica rastrearem quando, por quem e em que lote o cartão foi produzido — não indica país, tema nem valor de crédito. — A padronização internacional de códigos em cartões telefônicos foi promovida pela CCITT (atual ITU-T) nos anos 1990 e adotada por dezenas de países como base para catálogos especializados.

  5. Conhecer a história do cartão telefônico de algum país que não seja o seu.

    Resposta: O Japão lançou o cartão telefônico magnético em 1982 pela NTT, sendo um dos pioneiros mundiais na adoção comercial em larga escala. — A NTT (Nippon Telegraph and Telephone) emitiu mais de 50 mil designs diferentes de cartões entre 1982 e 2010, tornando-se uma das mais ricas séries telecartofílicas do mundo, conforme catálogos da Tamura.

  6. Fazer uma coleção de, pelo menos, 300 cartões, contendo, no mínimo, um de chip, um magnético, um óptico e um pré-pago. Não incluir os repetidos na contagem.

    Resposta: Você organiza um catálogo registrando data, tipo (chip, magnético, óptico, pré-pago), país, série e variantes. — A Wadlec (World Association of Phonecard Collectors), fundada em 1991, mantém catálogos internacionais e padroniza nomenclatura para identificar variantes mínimas que distinguem cartões aparentemente iguais.