Especialidade de Cactos - avançado

Estudos da Natureza

Requisitos

  1. Ter a especialidade de Cactos.

    Resposta: Sim. Concluir Cactos básico (EN-052) antes do avançado. A básica cobre 10 espécies, partes da planta e cultivo; o avançado aprofunda taxonomia, doenças e suculentas. — EN-052 cobre estrutura básica do cacto (caule suculento, espinhos, aréolas, flores). EN-053 (avançado) aprofunda relação com outras suculentas e cuidados profissionais. Manual DSA exige cumprimento sequencial em todas as áreas (Estudos da Natureza). UNASP-EC tem coleção de 200+ espécies para estudo.

  2. O que são suculentas?

    Resposta: Plantas que armazenam água em tecidos (folhas, caules, raízes) como adaptação à seca. Famílias: Cactaceae, Crassulaceae, Aizoaceae, Euphorbiaceae. Mais de 10.000 espécies. — Suculência é convergência evolutiva — várias famílias adaptadas independentemente. Folhas grossas reduzem perda d'água. Metabolismo CAM abre estômatos só à noite (economia de água). Aloe vera (Aloeaceae) é medicinal. Echeveria (Crassulaceae) é ornamental popular. Saguaro (Cactaceae) chega 15m de altura.

  3. Identifique ao natural ou por fotografia cinco suculentas que não sejam cactos. Como elas se diferenciam dos cactos?

    Resposta: Aloe vera, Echeveria, Sedum, Kalanchoe e Sansevieria. Cactos têm aréolas (gema+espinho), exclusivas de Cactaceae nas Américas; outras suculentas não têm aréolas. — Aréola é a marca taxonômica de Cactaceae — onde nascem espinhos (folhas modificadas), flores e novos brotos. Suculentas com 'espinhos' como Euphorbia (não-cactus) têm látex tóxico; cactos têm seiva clara. Aloe vera tem propriedade cicatrizante (gel intracelular). Spathiphyllum NÃO é suculenta.

  4. Conheça os seguintes termos referentes aos cactos/suculentas:
    • Aréola ou auréola
    • Cefálio
    • Cochonilha
    • Corimbo
    • Diurno
    • Epífita
    • Estolão ou Estolho
    • Gloquídeo
    • Noturno
    • Panícula
    • Ramo
    • Zigomórfica

    Resposta: 1) Aréola (ou auréola): estrutura típica e exclusiva dos cactos; é uma pequena almofada (geralmente com pelos) de onde brotam os espinhos, as flores e os novos ramos. 2) Cefálio: região especial no ápice ou na lateral do cacto, densamente coberta de cerdas, lã ou espinhos, de onde surgem as flores em algumas espécies. 3) Cochonilha: praga (inseto sugador) que se fixa nos cactos e suculentas, parecendo pontos brancos algodonosos, e que enfraquece a planta sugando sua seiva. 4) Corimbo: tipo de inflorescência (arranjo de flores) em que as flores partem de pontos diferentes do caule, mas chegam quase à mesma altura, formando um topo achatado. 5) Diurno: que abre, floresce ou tem atividade durante o dia; flores diurnas se abrem com a luz do sol e fecham à noite. 6) Epífita: planta que cresce apoiada sobre outra planta (em troncos e galhos) sem ser parasita, retirando umidade e nutrientes do ar e da chuva, e não da planta hospedeira. 7) Estolão (ou estolho): caule rasteiro que cresce horizontalmente sobre o solo e produz novas mudas (brotos com raízes) a partir de seus nós, servindo para a planta se multiplicar. 8) Gloquídeo: espinho muito fino, pequeno e farpado, encontrado nas aréolas de alguns cactos (como as opúntias/palmas); solta-se com facilidade e prende-se na pele causando irritação. 9) Noturno: que abre, floresce ou tem atividade durante a noite; muitas flores de cacto são noturnas, abrindo ao anoitecer e sendo polinizadas por mariposas ou morcegos. 10) Panícula: tipo de inflorescência ramificada, em que o eixo principal se divide em vários ramos que por sua vez sustentam várias flores, formando um cacho aberto. 11) Ramo: cada uma das divisões ou braços que partem do caule principal da planta, podendo originar novas folhas, flores ou novos ramos. 12) Zigomórfica: diz-se da flor que tem simetria bilateral, ou seja, só pode ser dividida em duas metades iguais por um único plano (como o nosso rosto), diferente das flores radiais que se dividem por vários planos. — Aréola é diagnóstica de Cactaceae. Cefálio aparece em Melocactus (cabeça-de-frade). Cochonilha (Dactylopius) atacou cactos no Brasil em 2010 (Cactus Moth). Epífitas: Schlumbergera (flor-de-maio), Rhipsalis. Gloquídio em Opuntia gruda em pele/animal — dispersor. Diurno/noturno = flor de dia/noite (cereus noturno).

  5. Quando as suculentas (incluindo os cactos) crescem, elas podem ser atacadas por doenças. Quais são as mais comuns e como você pode prevenir ou curar os problemas?

    Resposta: Cochonilha: álcool 70% ou neem. Pulgão: água+sabão. Apodrecimento radicular (excesso água): regar menos, replantar em substrato seco. Fungo: fungicida. Etiolação: luz. — Cochonilha-farinhenta é a praga #1 (sugadora). Óleo de neem (azadiractina) é orgânico e eficaz. Apodrecimento radicular é causa #1 de morte (overwatering). Substrato ideal: 50% terra + 30% areia grossa + 20% perlita. Fungicida cobre (Bordeaux) é orgânico. Cactus precisam 6h+ sol/dia.

  6. Propagar, pelo menos, uma planta usando um dos seguintes métodos:
    • A partir de sementes
    • Por estacas
    • Por enxertia

    Resposta: Sementes: semear em substrato úmido, demora 1 ano+. Estacas: cortar broto, deixar secar 1-2 semanas até criar calo e plantar em substrato seco. Enxertia: cortar topo do cavalo+base do enxerto, encostar e amarrar. — Calo é tecido que protege contra fungos. Substrato ideal: areia+terra+perlita (50/30/20). Enxertia clássica: Pereskiopsis ou Hylocereus como cavalo. Sementes germinam em 7-30 dias com luz indireta e umidade controlada. Estaca de Schlumbergera enraíza em ~1 mês.