A ADRA Mongólia celebrou 30 anos de atuação humanitária em Ulaanbaatar, capital do país, nos dias 26 e 27 de julho de 2024. Sob o tema "Celebrating HOPE @30!" ("Celebrando a Esperança aos 30!"), o evento reuniu líderes da agência, parceiros e convidados no Emerald Hall do Blue Sky Hotel e na Igreja Adventista Central de Ulaanbaatar, informou a Adventist News Network (adventist.news).
Michael Kruger, presidente da ADRA Internacional, foi o orador principal. Braço humanitário e de desenvolvimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a ADRA abriu suas portas na Mongólia em 1994 e, desde então, atua em cinco frentes: educação, gestão de desastres e emergências, desenvolvimento econômico, saúde e segurança alimentar.
Dois dias de celebração no coração da capital
A programação se dividiu em dois momentos e dois espaços, segundo a Adventist News Network (adventist.news). O primeiro dia, no Emerald Hall do Blue Sky Hotel, reuniu equipe, parceiros e autoridades para marcar as três décadas de trabalho da agência. O segundo dia levou a comemoração para dentro da Igreja Adventista Central de Ulaanbaatar.
Foi no sábado, durante a celebração de Ação de Graças na igreja, que Michael Kruger, presidente da ADRA Internacional, dirigiu a mensagem central. De acordo com a Adventist Review, ele falou sobre viver com esperança em Jesus — um tema que costura o próprio nome do evento — em uma pregação seguida de um almoço comemorativo com os presentes.
A escolha do tema não foi casual. A palavra "esperança" (HOPE, em inglês) aparece de forma recorrente no vocabulário da ADRA e das entidades adventistas, e aqui serviu de fio condutor para uma data que olhou tanto para trás, celebrando o que foi feito, quanto para frente.
Homenagens marcam as três décadas
A celebração também foi palco de reconhecimentos públicos ao trabalho da equipe. Segundo a Adventist News Network, o diretor de país da ADRA Mongólia, Windell M. Maranan, recebeu a Estrela de Ouro da Paz, entregue por D. Zagdjav, presidente da Organização de Paz e Amizade da Mongólia.
A honraria, descrita pela agência como a mais alta concedida a um estrangeiro que atua no setor de organizações não governamentais internacionais no país, reconheceu a contribuição de Maranan para estreitar as relações de amizade e cooperação entre o povo mongol e outras nações.
Um segundo reconhecimento coube a um nome menos visível, mas de longa casa: Enkhtur Jambajav, motorista sênior da ADRA Mongólia, foi condecorado com a Ordem da Estrela Polar — descrita como a mais alta condecoração estatal da Mongólia — em reconhecimento a 26 anos ininterruptos de serviço à agência, informou a Adventist News Network.
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Para o leitor Desbravador, vale situar a sigla. A ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) é o braço humanitário oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Presente em mais de uma centena de países, ela atua onde há necessidade, sem distinção de raça, credo ou etnia, em projetos de longo prazo e em respostas a emergências.
Na Mongólia, esse trabalho começou em 1994 e se organizou em torno de cinco eixos, conforme relatado pela agência: educação, gestão de desastres e emergências, desenvolvimento econômico, saúde e segurança alimentar. Ao longo de 30 anos, a agência firmou parcerias com pessoas, comunidades, organizações e o próprio governo para melhorar a qualidade de vida da população.
É um tipo de atuação que dialoga diretamente com valores que o Desbravador aprende no clube: o serviço ao próximo, o cuidado com o vulnerável e a ideia de que a fé se traduz em ação concreta. Não por acaso, muitos clubes de Desbravadores ao redor do mundo apoiam campanhas da ADRA e projetos comunitários ao longo do ano.
Mongólia: um campo jovem no mapa adventista
A Mongólia é um país de estepes vastas e população reduzida — cerca de 3,5 milhões de habitantes num território maior que muitos países europeus somados —, com forte tradição budista e xamânica. A presença adventista ali é recente em comparação a outras regiões do mundo.
O país integra a Divisão Norte-Asiática do Pacífico (conhecida pela sigla NSD, do inglês Northern Asia-Pacific Division), uma das treze divisões administrativas mundiais da Igreja Adventista. A NSD reúne territórios como Coreia do Sul, Japão, Taiwan e a própria Mongólia. Uma divisão, na estrutura adventista, é a instância que representa a sede mundial da Igreja em uma grande região geográfica.
Nesse contexto de um campo missionário jovem, uma agência humanitária que completa três décadas de trabalho ininterrupto se torna um marco relevante — sinal de raízes que se firmaram e de uma relação de confiança construída com a sociedade local, como sugerem as próprias condecorações estatais recebidas pela equipe.
O que a data diz ao Desbravador
Histórias como a da ADRA Mongólia ajudam a enxergar o clube dentro de um quadro maior. O Desbravador que arrecada alimentos numa campanha de inverno, que participa de um mutirão ou que aprende especialidades de primeiros socorros está, à sua maneira, no mesmo movimento que sustentou 30 anos de trabalho em Ulaanbaatar.
A celebração "Celebrating HOPE @30!" lembra que a esperança adventista não fica só no discurso: ela se mede em escolas apoiadas, em famílias que atravessaram um desastre com ajuda, em comunidades que ganharam meios de vida. É o mesmo princípio que o clube ensina desde a primeira classe — servir é um jeito de crer.
Que a marca dos 30 anos, alcançada num dos campos mais desafiadores do mundo adventista, sirva de inspiração: o serviço paciente, feito ano após ano, constrói pontes que uma nação inteira reconhece.