Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o leste do Afeganistão na noite de 31 de agosto de 2025 e, segundo a ADRA, agência humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia, deixou mais de 2.200 mortos, cerca de 3.600 feridos e afetou por volta de 500 mil pessoas nas províncias montanhosas da fronteira com o Paquistão.

O tremor não veio sozinho. Quase ao mesmo tempo, enchentes de monção devastavam áreas do Paquistão e da Índia, formando o que a coordenação da agência descreveu como uma crise sobre outra crise. Diante do quadro, a ADRA mobilizou equipes de avaliação e resposta nos três países para levar abrigo, alimentos, apoio médico e itens de higiene às famílias atingidas.

O que aconteceu

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Segundo a ADRA e o Adventist Review, um terremoto de magnitude 6,0 sacudiu o leste do Afeganistão em 31 de agosto de 2025. De acordo com a agência, o saldo passou de 2.200 mortos, cerca de 3.600 feridos e aproximadamente 500 mil pessoas afetadas. A ADRA informa ainda que mais de 6.700 casas ruíram nas áreas mais atingidas.

O epicentro concentrou os danos nas províncias de Nangarhar, Kunar, Nuristan e Laghman, região de vales estreitos e povoados de difícil acesso. A agência relata que dois fortes tremores secundários voltaram a abalar a área entre 4 e 5 de setembro, complicando o socorro e ampliando o medo entre os sobreviventes.

Uma crise sobre a outra

O terremoto se somou a um cenário já grave na região. Segundo a ADRA, enchentes de monção na província paquistanesa de Punjab deixaram pelo menos 892 mortos e afetaram 3,9 milhões de pessoas, com milhares de casas danificadas, pontes destruídas e estradas levadas pela água.

Na Índia, a agência registra mais de 520 mortos em vários estados, entre eles Himachal Pradesh, Punjab, Uttarakhand e Jammu e Caxemira, atingidos por deslizamentos que engoliram casas, lavouras e meios de sustento. Para a coordenação da ADRA, trata-se de uma sucessão de emergências que castiga, ao mesmo tempo, populações inteiras do Sul da Ásia.

Os números da tragédia

Reunidos, os dados divulgados pela ADRA desenham a escala do desastre. No Afeganistão, são mais de 2.200 mortos, cerca de 3.600 feridos e 500 mil afetados. No Paquistão, pelo menos 892 mortos e 3,9 milhões de pessoas atingidas. Na Índia, mais de 520 mortos.

A agência destaca que os mais vulneráveis estão entre os que mais sofrem: mulheres, crianças, pessoas deslocadas internamente e famílias que haviam retornado recentemente ao país. São grupos que, mesmo antes do tremor, já viviam em situação frágil e agora enfrentam o inverno sem casa.

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O que a ADRA está fazendo

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Segundo a agência, equipes de avaliação chegaram cedo às zonas afetadas para dimensionar as necessidades. No Afeganistão, a lista de prioridades inclui comida, materiais de abrigo, tendas, roupas de inverno, utensílios domésticos e itens de higiene. A própria ADRA reconhece que uma resposta em larga escala esbarra em desafios de acesso, lacunas de coordenação e falta de recursos.

No Paquistão, a ADRA informa ter priorizado abrigo emergencial, alimentos, mosquiteiros, apoio médico e kits de higiene, com foco na área de Sialkot, uma das mais castigadas. Na Índia, segundo a agência, mais de mil famílias nos distritos de Mandi e Kullu já receberam kits de abrigo, kits de higiene, cobertores e transferências de dinheiro. Esse tipo de ajuda em desastres costuma combinar socorro imediato com apoio à recuperação das famílias.

O que isso significa para o trabalho jovem adventista

A ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais) é o braço humanitário oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia e atua em mais de uma centena de países, respondendo a emergências e tocando projetos de desenvolvimento de longo prazo. Para os Desbravadores, acompanhar uma operação como essa não é notícia distante: é a expressão global de um valor que o Clube pratica na prática.

O serviço ao próximo é parte central da identidade do Desbravador. Especialidades ligadas a primeiros socorros, resgate e ação comunitária, além do próprio ideal de estar sempre pronto para ajudar, conectam a rotina do Clube ao mesmo espírito que move as equipes da ADRA no Sul da Ásia. É o Ministério Jovem em movimento: fé que se traduz em mãos estendidas.

O pano de fundo da região

O leste do Afeganistão fica sobre uma zona sísmica ativa, no encontro de placas tectônicas que fazem da fronteira com o Paquistão uma das áreas mais propensas a terremotos do mundo. A construção predominante em pedra e barro, comum em vilarejos de montanha, agrava o número de vítimas quando o solo treme, porque as casas desabam sobre os moradores.

Já as monções que castigaram Paquistão e Índia fazem parte de um ciclo anual de chuvas intensas que, em anos extremos, provoca enchentes e deslizamentos em larga escala. A combinação de terremoto e monção no mesmo intervalo de dias ajuda a entender por que a ADRA descreveu o momento como uma crise sobreposta, que exige resposta simultânea em várias frentes.