Cerca de 8.000 desbravadores acamparam juntos no Rancho Sotolar, em Linares, no estado de Nuevo León (México), no campori Protagonistas de la Historia, realizado em abril de 2026. Foi o primeiro campori presencial da União Mexicana do Norte (UMN) em 23 anos, segundo a Notícias UMN, portal oficial da região.
De acordo com a mesma fonte, o encontro reuniu 235 clubes de 14 estados do norte do país, além de um clube vindo da Cidade do México e de visitantes de outras regiões. Na cerimônia de encerramento, 130 desbravadores foram batizados, junto de jovens e adultos que também tomaram a mesma decisão.
O que aconteceu em Linares
Durante alguns dias de abril de 2026, o Rancho Sotolar, em Linares, se transformou em uma pequena cidade de barracas. Segundo a Notícias UMN, cerca de 8.000 pessoas participaram do campori Protagonistas de la Historia, promovido pelo Ministério de Desbravadores da União Mexicana do Norte.
De acordo com a organização, estiveram presentes 235 clubes vindos de 14 estados do norte mexicano — Baja California, Baja California Sur, Chihuahua, Coahuila, Colima, Durango, Jalisco, Nayarit, Nuevo León, San Luis Potosí, Sinaloa, Sonora, Tamaulipas e Zacatecas. Somou-se a eles um clube da Cidade do México e visitantes de outras regiões do país.
O tema do evento, informou a Notícias UMN, foi inspirado nas sete igrejas do Apocalipse, com a ideia de que cada desbravador é chamado a ser um "protagonista da história" na fé. A programação uniu atividades de acampamento, momentos devocionais e apresentações ao longo dos dias.
Por que 23 anos é um marco
O dado que mais chama atenção não é só o tamanho da multidão, mas o intervalo: a UMN não realizava um campori presencial desse porte havia 23 anos, segundo a Notícias UMN. Para boa parte dos desbravadores presentes, foi a primeira vez que viveram um encontro regional dessa escala.
Um campori é o maior tipo de encontro dos Clubes de Desbravadores: reúne, em um mesmo acampamento, dezenas ou centenas de clubes para dias de atividades ao ar livre, competições, especialidades, cerimônias e cultos. Existem campori de clube, de região, de associação, de união e até de divisão — este, organizado por uma união, junta clubes de um país inteiro ou de uma grande parte dele.
A União Mexicana do Norte é uma das regiões administrativas da Igreja Adventista que compõem a Divisão Interamericana (DIA), o braço mundial da igreja que cobre o México, a América Central, o Caribe e o norte da América do Sul. É a mesma estrutura em que, na América do Sul, os desbravadores brasileiros estão sob a Divisão Sul-Americana (DSA). Retomar um campori presencial depois de mais de duas décadas, nesse contexto, representa a reorganização de uma tradição em toda uma região.
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O ponto alto espiritual, segundo a Notícias UMN, veio no encerramento: 130 desbravadores foram batizados, além de jovens e adultos que também se decidiram pelo batismo na mesma ocasião.
Nos Clubes de Desbravadores, momentos assim costumam ser o desfecho de um trabalho de meses de estudo bíblico e acompanhamento dentro de cada clube. O campori funciona como o ponto de convergência: reúne quem chegou preparado de casa e oferece o cenário para a decisão pública.
Sobre o sentido do evento, a Notícias UMN atribuiu ao Pr. Luis Orozco, diretor de Jovens da UMN, a mensagem de que, "quando Deus escreve a história, não há esforço em vão". A cobertura oficial também citou a participação do Pr. José Antonio Pagán, que motivou os desbravadores a valorizarem a leitura da Bíblia e a serem fiéis e fortes.
O que é a União Mexicana do Norte
Para o leitor brasileiro, o nome pode soar distante, mas a lógica é a mesma daqui. A União Mexicana do Norte agrupa as associações e missões adventistas da metade norte do México — a região que abastece os 14 estados representados no campori.
Na organização da igreja, os clubes se articulam em camadas: cada clube pertence a uma região/distrito, que responde a uma associação ou missão (o "campo" local), que por sua vez integra uma união, ligada a uma divisão mundial. Reunir 235 clubes em um único acampamento significa, na prática, mobilizar essa cadeia inteira de coordenação.
É esse alcance que ajuda a explicar o número de 8.000 acampantes: não é a soma de alguns clubes vizinhos, e sim o encontro de desbravadores que atravessaram vários estados para chegar a Linares.
Um retrato do movimento na Interamérica
O campori mexicano se soma a uma série de grandes encontros de desbravadores registrados em diferentes regiões nos últimos anos. Cada divisão organiza os seus próprios eventos, com temas e calendários distintos, mas o formato básico — acampar, aprender, competir e celebrar a fé — se repete de um país a outro.
Para as famílias e os desbravadores brasileiros, eventos como o de Linares ajudam a enxergar que o Clube de Desbravadores é um movimento internacional. O uniforme, as especialidades e a estrutura de classes têm variações locais, mas a experiência central de um campori é reconhecível em qualquer lugar do mundo.
A cobertura completa, com fotos e depoimentos, foi publicada pela Notícias UMN, no portal oficial da União Mexicana do Norte, indicado nas fontes abaixo.