A União de Uganda da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Uganda Union Mission) lançou oficialmente, no domingo 14 de junho de 2026, o Campori Juvenil do Centenário — um encontro marcado para 2027 que vai celebrar os 100 anos de presença adventista no país. Segundo a União, o evento levará o tema "Mission Possible: A Century of Faith" ("Missão Possível: Um Século de Fé") e deve reunir mais de 20 mil jovens, de Uganda e de outros países.

A cerimônia de lançamento juntou líderes da igreja, diretores de jovens, líderes de Desbravadores e jovens de toda a União, que conheceram os primeiros planos do que a organização projeta como um dos maiores encontros de juventude da história da igreja no país.

O que foi anunciado

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De acordo com a Uganda Union Mission, o lançamento apresentou o Campori Juvenil do Centenário como o ponto alto das comemorações do centenário adventista no país, previsto para acontecer em 2027. A União descreveu o encontro como uma plataforma para inspirar uma nova geração a abraçar o discipulado, a liderança, o serviço e a missão.

O tema escolhido, "Mission Possible: A Century of Faith", conecta a história de um século de trabalho no país à ideia de que a missão continua viva entre os jovens. A União informou que a expectativa é reunir mais de 20 mil participantes — número que, se confirmado, colocaria o evento entre os maiores já organizados pela juventude adventista ugandense.

O anúncio não detalhou publicamente a data exata nem o local do campori de 2027; por ora, a União comunicou o lançamento, o tema e a meta de público, e abriu o período de mobilização junto aos clubes.

O apelo aos clubes

Entre os líderes presentes ao lançamento estava o Pr. Samuel Mwebaza, assistente do presidente da União. Segundo a Uganda Union Mission, ele descreveu o campori como uma plataforma de "crescimento espiritual, comunhão, desenvolvimento de habilidades e engajamento missionário" e pediu que os clubes se inscrevam com antecedência, para que o planejamento seja eficaz.

A União também convocou membros, líderes, pais e demais envolvidos a apoiar o projeto por meio de oração, mobilização e participação ativa. A mensagem, segundo a organização, foi de que um evento dessa escala depende de preparo coletivo iniciado com folga — e não apenas da estrutura montada às vésperas.

O que é um campori

Para o leitor que está chegando agora ao movimento, vale o contexto: um campori é um grande acampamento que reúne vários clubes de Desbravadores ao mesmo tempo, geralmente com programação espiritual, atividades ao ar livre, competições, ordem unida, feiras missionárias e cerimônias de investidura. É o momento em que clubes de cidades, regiões ou até países diferentes acampam juntos por alguns dias.

Quanto maior o alcance, maior o campori: há camporis de clube, de região, de campo (a Associação ou Missão local), de União, de Divisão e, de tempos em tempos, encontros que passam de dezenas de milhares de participantes. Um evento projetado para mais de 20 mil jovens, como o de Uganda, é logisticamente comparável a montar uma cidade temporária, com água, alimentação, saúde, segurança e transporte para todos.

Para o Desbravador, o campori costuma ser a lembrança que fica: é onde o treino do ano vira vivência, onde se conhece gente de outros lugares e onde muitos tomam decisões espirituais importantes.

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Cem anos de adventismo em Uganda

O número que dá nome ao evento tem base histórica. A presença adventista organizada em Uganda remonta ao fim da década de 1920, quando pioneiros da igreja estabeleceram a primeira estação missionária no país, em Nchwanga. É essa raiz que o centenário de 2027 comemora: um século desde os primeiros passos firmes da Igreja Adventista do Sétimo Dia em solo ugandense.

De lá para cá, o crescimento foi expressivo. Segundo dados do anuário e da enciclopédia oficial da igreja (ESDA), a União de Uganda contava com mais de 540 mil membros em dados de 2024, distribuídos em centenas de congregações. É desse universo — e das novas gerações que ele forma — que o campori do centenário pretende beber.

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Escolher a juventude como centro das comemorações não é acaso. Ao ligar o marco histórico a um encontro de Desbravadores e jovens, a União sinaliza que a celebração dos cem anos olha menos para trás e mais para a frente: para quem vai carregar a missão pelo próximo século.

Onde Uganda se encaixa no mapa adventista

A Uganda Union Mission integra a Divisão África Centro-Oriental (em inglês, East-Central Africa Division, ECD), uma das treze divisões administrativas em que a Igreja Adventista organiza o mundo. Cada divisão reúne várias Uniões; cada União, vários campos locais (Associações e Missões); e cada campo, os clubes e igrejas.

É a mesma lógica que estrutura o movimento no Brasil, ainda que aqui a Divisão seja outra — a Sul-Americana (DSA). A diferença de nomes e de idiomas não muda o essencial: os Desbravadores de Uganda seguem os mesmos princípios, o mesmo ideal e a mesma proposta de formação de caráter e serviço que um clube brasileiro reconhece de imediato.

Por isso um campori do outro lado do Atlântico não é notícia estrangeira e distante. É a mesma família, no mesmo movimento, celebrando um marco que qualquer clube entende: um século de trabalho que começou pequeno e chegou a centenas de milhares de pessoas.

O que o Desbravador brasileiro pode observar

Para os clubes daqui, o lançamento de Uganda oferece dois aprendizados práticos. O primeiro é o valor de anunciar cedo: ao apresentar o campori com cerca de um ano de antecedência e já pedir inscrição antecipada, a União dá aos clubes tempo real de treinar, arrecadar e planejar viagem — algo que todo diretor brasileiro que já organizou caravana para um grande evento reconhece como decisivo.

O segundo é o poder de um tema que conta uma história. "Missão Possível: Um Século de Fé" amarra o passado (os cem anos) ao presente (a missão que segue) e à juventude que vai executá-la. Um bom tema de campori, aqui ou lá, dá sentido às atividades e ajuda o desbravador a entender que ele faz parte de algo maior do que o fim de semana de acampamento.

Enquanto os detalhes de data e local do encontro de 2027 não são divulgados, fica o registro do lançamento — e o convite implícito a acompanhar como um movimento centenário se reinventa entregando o protagonismo aos mais jovens.