Mais de 5.000 desbravadores se reuniram de 17 a 21 de junho de 2025 no Parque de las Aguas, em Barbosa, na região metropolitana de Medellín (Colômbia), para o III Campori "Cree en la Promesa". Segundo a União Colombiana do Norte (UCN), organizadora do evento, o encontro terminou com 58 batismos e reuniu os oito campos que formam a União, além de delegações de sete outros países.

O tema do acampamento foi inspirado na vida de Moisés e na travessia do povo de Israel rumo à Terra Prometida — daí o lema "Creia na Promessa", que atravessou os cinco dias de programação. O evento contou com o apoio de mais de 200 voluntários, de acordo com a organização.

Cinco dias de acampamento no Parque de las Aguas

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O III Campori "Cree en la Promesa" ocupou o Parque de las Aguas, às margens da autoestrada norte que liga Medellín a Barbosa, no departamento de Antioquia. A programação começou na terça-feira, 17 de junho, e se estendeu até a noite de sábado, 21 de junho de 2025, segundo a União Colombiana do Norte, entidade adventista responsável pela organização.

Ao longo dos cinco dias, os desbravadores participaram de esportes, gincanas, oficinas, atividades de serviço comunitário e cultos, com mensagens voltadas ao tema central. A União informou que o acampamento reuniu mais de 5.000 participantes e contou com o trabalho de mais de 200 voluntários nas áreas de logística, segurança, saúde e apoio às delegações.

Um campori é o maior tipo de acampamento do movimento: uma concentração que junta vários clubes ao mesmo tempo para acampar, competir em atividades ao ar livre e viver dias de espiritualidade em conjunto. Na América do Sul, esses encontros são organizados pela Divisão Sul-Americana (DSA); na Colômbia, o território pertence à Divisão Interamericana, que reúne igrejas do Caribe, América Central e norte da América do Sul.

Oito campos locais e delegações de sete países

De acordo com a União Colombiana do Norte, o campori reuniu os oito campos locais que compõem a União — as regiões administrativas em que a igreja adventista organiza seus clubes no norte da Colômbia. Foi a terceira edição da série, segundo a organização.

Além dos colombianos, o encontro teve caráter internacional. A organização registrou a presença de delegações de México, Estados Unidos, República Dominicana, Brasil, Equador, Porto Rico e Peru. Entre os visitantes estava o pastor Al Powell, diretor de Jovens da Divisão Interamericana, que acompanhou a programação.

Para o leitor brasileiro, vale a tradução do vocabulário: o que aqui se chama desbravador, nos países de língua espanhola se chama conquistador. É o mesmo movimento — clubes de crianças e adolescentes de 10 a 15 anos ligados à Igreja Adventista, com uniforme, especialidades, classes e acampamentos —, apenas com nome diferente conforme o idioma. Internacionalmente, o movimento é conhecido como Pathfinders.

58 batismos marcaram o encerramento

O ponto mais citado pela organização foi o resultado espiritual do encontro: 58 jovens foram batizados durante os dias de campori. Nos acampamentos adventistas, o batismo costuma acontecer ao fim de uma semana de estudos e cultos, quando participantes decidem publicamente professar a fé — e sua realização em grupo é tratada como o principal indicador do impacto do evento.

À frente da programação de jovens esteve o pastor Mauricio Buitrago, diretor do Ministério Jovem da União Colombiana do Norte. Em declaração divulgada pela União, ele resumiu o balanço afirmando que aquilo que havia pedido a Deus foi devolvido em dobro, porque, segundo ele, o ser humano não consegue imaginar o que Deus é capaz de fazer.

O pastor Al Powell, da Divisão Interamericana, também comentou o clima do acampamento em nota divulgada pela organização, dizendo que os jovens voltariam para casa crendo em um Deus fiel.

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O tema: Moisés e a travessia rumo à promessa

Cada campori adota um tema que costura toda a programação — as pregações, a decoração, as músicas e até as atividades. Em "Cree en la Promesa", o fio condutor foi a vida de Moisés e a jornada do povo de Israel do Egito até a Terra Prometida, um dos relatos mais conhecidos do Antigo Testamento.

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A escolha do tema serve a um propósito prático dentro do movimento: ligar a experiência do acampamento a uma mensagem que os desbravadores possam levar para o resto do ano. A ideia de confiar em promessas que ainda não se cumpriram — como a de uma terra que Israel ainda não via — foi o eixo das mensagens ao longo dos cinco dias, segundo a União Colombiana do Norte.

A programação musical incluiu apresentações de convidados. O grupo Zimrah esteve entre as atrações e, em depoimento divulgado pela organização, os integrantes disseram ter se surpreendido ao ver os jovens cantando junto suas canções e afirmaram ter se sentido em casa.

Autoridades e convidados no acampamento

O tamanho do encontro atraiu atenção fora do círculo religioso. O prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, esteve presente e, em fala divulgada pela União Colombiana do Norte, comentou o valor de reunir milhares de jovens em torno de princípios comuns, observando que valores tendem a unir enquanto ideologias dividem.

A presença de autoridades locais em camporis é comum: eventos desse porte movimentam a economia da cidade que os recebe, envolvem estruturas de saúde e segurança e projetam o município que sedia a concentração. Barbosa e a região metropolitana de Medellín receberam, em poucos dias, um contingente maior que o de muitos eventos esportivos da cidade.

Entre os líderes que discursaram, a organização também destacou o pastor Jorge Luis Rodríguez, que, em mensagem aos participantes, ressaltou que a existência de cada jovem tem significado por ser um chamado de Deus para cumprir um plano.

O olhar de quem veio de fora

Entre as delegações internacionais, a do Brasil esteve representada no acampamento. Em depoimento divulgado pela União Colombiana do Norte, o brasileiro Hudson Carvalho elogiou a experiência e disse nunca ter visto algo parecido, classificando o país anfitrião como fantástico.

Depoimentos como esse ajudam a explicar por que camporis internacionais crescem em importância: são também pontos de intercâmbio entre desbravadores de diferentes países, que trocam distintivos, aprendem sobre outras culturas do movimento e levam para casa a experiência de acampar ao lado de gente de outra língua. Para muitos participantes, é a primeira viagem internacional da vida.

Encerrado o III Campori, a União Colombiana do Norte apresentou o saldo em duas frentes: os números do acampamento — mais de 5.000 participantes, oito campos, sete países e mais de 200 voluntários — e o resultado espiritual, com os 58 batismos registrados ao longo dos cinco dias em Barbosa.