Quem foi Jairo Tavares de Araújo

Jairo Tavares de Araújo nasceu em 1916, na cidade de Timbaúba, no estado de Pernambuco. Foi pastor, educador e administrador adventista, e faleceu em 1999, aos 83 anos, na cidade de São Paulo, deixando três filhos e quatro netos. Foi sepultado no cemitério de Santo Amaro, em São Paulo. As fontes oficiais registram apenas os anos de nascimento e falecimento — não há dia e mês documentados.

Era o filho mais velho de Jerônimo Leopoldo de Araújo e Silverina Amélia de Araújo, casal que teve mais nove filhos. A família pertencia à Igreja da Congregação Cristã no Brasil e conheceu a fé adventista pela influência de José Inácio Pereira, tio de Jairo. Por volta de 1930, ao final de uma série evangelística em Recife (PE), Jairo foi batizado.

Sua vida pessoal foi marcada por dois casamentos. Em 1939 casou-se com Malaquê Nigri, que faleceu em dezembro de 1958. Em 1960 casou-se com Dílcia Lolita (Iolita) Heiden, com quem teve os filhos Naira e Nei.

Formação e trajetória na Igreja Adventista

Jairo formou-se em teologia no Colégio Adventista Brasileiro (CAB) em 1939. Mais tarde cursou o bacharelado em Teologia no Emmanuel Missionary College (atual Andrews University), graduando-se em 1950, e obteve o Mestrado em Divindade na Andrews University, entre 1966 e 1968.

Sua trajetória pastoral e educacional o levou por vários campos: foi pastor evangelista em Maceió (AL) a partir de 1940; diretor de Educação, Jovens e Trabalho Missionário da Missão Nordeste; diretor e professor do Instituto Rural Adventista do Nordeste, em Belém de Maria (PE); líder de Jovens e Educação da Missão Rio-Minas Gerais; e diretor do Instituto Teológico Adventista.

Assim, quando chegou à liderança da juventude adventista em nível continental, Jairo já reunia larga experiência tanto no púlpito quanto na sala de aula.

1916
Nascimento
Nasce em Timbaúba (PE), filho mais velho de Jerônimo e Silverina de Araújo.
1930
Batismo
Batizado por volta deste ano, ao fim de uma série evangelística em Recife (PE).
1939
Formatura em teologia
Forma-se em teologia no Colégio Adventista Brasileiro e casa-se com Malaquê Nigri.
1954
Divisão Sul-Americana
Passa a liderar o Departamento Jovem da Divisão Sul-Americana, então sediada no Uruguai.
1999
Falecimento
Falece em São Paulo, aos 83 anos; sepultado no cemitério de Santo Amaro.
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O manual e o desafio dos Desbravadores

Em 1954, Jairo aceitou o convite para servir a Divisão Sul-Americana — cuja sede ainda ficava no Uruguai — como líder do Departamento Jovem, permanecendo cerca de sete anos no cargo. Em 1954, 1955 e 1958 acumulou também o Departamento de Temperança.

No final da década de 1950, à frente da juventude adventista da divisão, Jairo preparou um pequeno manual sobre como organizar um Clube de Desbravadores, com o objetivo de incentivar a formação de novos clubes no Brasil — a exemplo dos que já existiam em países vizinhos. As fontes registram esse manual sem título ou editora formais.

Em 1960, durante a comemoração dos 40 anos da Sociedade Adventista Jovem, ele lançou publicamente um desafio para que se criassem clubes de Desbravadores no Brasil, sendo ao mesmo tempo responsável por preparar o manual sobre como fundá-los. Sua contribuição documentada é essa: o manual e o desafio público — um empurrão decisivo, mais do que a fundação de um clube específico.

Vale um cuidado histórico: as próprias fontes oficiais adventistas divergem sobre qual teria sido o primeiro clube de Desbravadores do Brasil. Por isso, este texto evita apontar um único "primeiro clube" como definitivo.

O educador e seu legado

Em 16 de abril de 1961, Jairo foi designado diretor do Colégio Adventista Brasileiro (CAB), promovendo melhorias no campus e ajustes no currículo; em 1962 foi pastor da igreja do campus e deixou a direção do CAB em 1966. Depois do mestrado, lecionou Teologia no CAB até 1975 e foi capelão dos restaurantes vegetarianos Superbom, de 1978 até se aposentar em 1981.

Após a aposentadoria, seguiu servindo como primeiro ancião da Igreja Adventista Central em Artur Nogueira (SP). Como escritor, teve artigos publicados na Revista Adventista, entre eles Os Dezoito de Maceió (1941), Escola Adventista de Belém (1943) e Progresso no Nordeste (1943).

Seu legado une três frentes: a pastoral, a educacional e a do movimento jovem. Foi essa soma de vocações que o colocou no ponto de origem do trabalho organizado de Desbravadores no Brasil.