A cidade de Seul, na Coreia do Sul, foi o ponto de encontro de mais de 2.300 desbravadores e líderes entre os dias 1 e 5 de agosto de 2023, no 3º Campori de Desbravadores da Divisão Norte-Asiática do Pacífico (NSD). O evento aconteceu no campus da Universidade Sahmyook e teve como tema "Focus on the Vision" — em português, "Foco na Visão".

Segundo a Adventist News Network (adventist.news), agência oficial de notícias da Igreja Adventista, os participantes vieram de sete países: Coreia, Taiwan, Japão, Mongólia, Estados Unidos, México e Filipinas. A organização foi conduzida pelo Ministério Jovem da NSD, que administra a obra adventista no nordeste da Ásia.

O que aconteceu, quando e onde

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O 3º Campori de Desbravadores da NSD foi um encontro de cinco dias, entre 1 e 5 de agosto de 2023. O local escolhido foi a Universidade Sahmyook, instituição adventista em Seul, capital da Coreia do Sul.

De acordo com a Adventist News Network, o evento começou com uma cerimônia de abertura no auditório da universidade e reuniu mais de 2.300 pessoas entre desbravadores e líderes. A escolha de um campus universitário como sede — em vez de um campo aberto de acampamento, mais comum em camporis brasileiros — reflete o formato adotado pela divisão, que concentrou boa parte das atividades em estações montadas dentro da estrutura da instituição.

Para quem é desbravador no Brasil, vale a comparação: um campori é o grande acampamento que reúne clubes de uma região inteira, com programação espiritual, provas, atividades ao ar livre e cerimônias. A diferença aqui é a escala geográfica — este encontro juntou clubes de países distintos, de fusos e idiomas diferentes, sob a mesma organização eclesiástica.

O que é a Divisão Norte-Asiática do Pacífico

A sigla NSD vem de Northern Asia-Pacific Division, a Divisão Norte-Asiática do Pacífico. Na estrutura da Igreja Adventista, uma divisão é a maior instância regional, uma espécie de braço continental da sede mundial. Cada divisão coordena o trabalho da igreja — incluindo o Ministério de Desbravadores — em um conjunto de países.

A NSD abrange o nordeste asiático: Coreia do Sul, Japão, Taiwan, Mongólia e a região da China, entre outros territórios. É uma realidade bem diferente da Divisão Sul-Americana (DSA), à qual o Brasil pertence. Enquanto a DSA reúne milhões de desbravadores em países de maioria cristã, a NSD trabalha em contextos onde os adventistas são uma pequena minoria e o desbravadorismo cresce em ambientes culturais muito diversos.

Por isso, um campori que reúne mais de 2.300 participantes na NSD tem um peso simbólico grande: junta, em um só lugar, clubes que no dia a dia estão isolados por fronteiras, línguas e distâncias enormes.

O tema: 'Foco na Visão'

O lema do encontro, "Focus on the Vision" ("Foco na Visão"), orientou a programação espiritual dos cinco dias. Camporis adventistas costumam girar em torno de um tema bíblico ou missionário que serve de fio condutor para as mensagens das noites, as atividades e a decoração do evento.

Segundo a Adventist News Network, a cerimônia de abertura teve como um de seus momentos centrais a declaração oficial de início feita por Choi HoYoung, diretor do Ministério Jovem da NSD. No mesmo ato, ele conduziu a passagem da bandeira do campori de Taiwan — país-sede da edição anterior — à Coreia do Sul, gesto que marca simbolicamente a transferência da responsabilidade de sediar o evento.

Esse tipo de cerimônia de bandeira é comum em camporis de grande porte e cumpre a mesma função de uma tocha em jogos esportivos: liga uma edição à seguinte e reforça o sentido de continuidade do movimento.

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Cerca de 120 estações de atividades

O coração da programação diurna foram as estações de atividades. De acordo com a cobertura da Adventist News Network, o campori ofereceu cerca de 120 estações ao longo das manhãs e tardes, permitindo que cada desbravador escolhesse por onde circular.

Entre as atividades citadas estavam arco e flecha, trabalho em couro, nós, construção de telescópio, experiência de realidade virtual, impressão 3D, escalada e tirolesa, além de opções ligadas à água. A lista mistura habilidades clássicas do desbravadorismo — como amarras e vida ao ar livre — com estações de tecnologia, algo que dialoga diretamente com o público adolescente do movimento.

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CategoriaExemplos de estações
Habilidades clássicasNós e amarras, arco e flecha, trabalho em couro
Ciência e tecnologiaConstrução de telescópio, realidade virtual, impressão 3D
Aventura e ar livreEscalada, tirolesa, atividades aquáticas

Para o desbravador brasileiro, muitas dessas estações têm equivalente direto nas especialidades — os cursos temáticos que rendem distintivos e que também combinam natureza, artes manuais e ciência. A presença de impressão 3D e realidade virtual mostra como o programa vem incorporando tecnologia sem abandonar as raízes ao ar livre.

A despedida e o próximo destino: Mongólia

O encontro se encerrou com um sinal para o futuro. Segundo a Adventist News Network, os participantes se despediram com a expectativa de que a próxima edição do campori da NSD seja realizada na Mongólia.

A indicação segue a lógica de rodízio já observada na transição de Taiwan para a Coreia: cada campori aponta o país anfitrião seguinte, distribuindo a responsabilidade — e a oportunidade — entre os territórios da divisão. Levar um evento desse porte à Mongólia, país de população pequena e com uma presença adventista ainda jovem, teria peso missionário e logístico considerável.

Vale a ressalva jornalística: nas fontes consultadas, a Mongólia aparece como expectativa manifestada no encerramento, e não como sede oficialmente confirmada na data do evento. Datas e local definitivos da edição seguinte dependem de confirmação posterior da própria divisão.

Por que isso interessa ao desbravador brasileiro

Notícias de camporis de outras divisões ajudam a enxergar o desbravadorismo como o que ele é: um movimento mundial. O mesmo uniforme, os mesmos ideais e a mesma estrutura de clubes que existem em uma cidade do interior do Brasil aparecem, com sotaques locais, em Seul, Taipé, Tóquio ou Ulan Bator.

Há também um paralelo natural com os grandes eventos da Divisão Sul-Americana. Assim como a NSD reúne seus clubes em um campori de divisão, a DSA promove seus próprios encontros regionais e nacionais, e a Igreja Adventista realiza, de tempos em tempos, camporis internacionais que juntam dezenas de milhares de desbravadores de todos os continentes.

Ver mais de 2.300 desbravadores de sete países reunidos sob o tema "Foco na Visão" é um lembrete concreto: o clube da esquina faz parte de algo muito maior. E, para quem sonha em participar um dia de um evento internacional, encontros como o da NSD mostram que a experiência de campori atravessa fronteiras sem perder a essência.