Mais de 600 crianças, jovens e líderes se reuniram de 14 a 18 de maio de 2025 na província de Kampong Thom, no centro do Camboja, para um campori que juntou, num só evento, desbravadores e o ministério da criança. A informação foi divulgada pela Adventist News Network (adventist.news), agência oficial de notícias da Igreja Adventista.
Ao longo de cinco dias, a programação girou em torno de três eixos, segundo a agência: discipulado, desenvolvimento de liderança e formação de caráter. Na prática, isso se traduziu em classes de especialidades, sessões interativas e momentos de culto, o formato que qualquer desbravador brasileiro reconhece de imediato, aqui replicado a milhares de quilômetros de distância, num país onde os adventistas são uma pequena minoria.
A cerimônia de abertura foi conduzida por duas das principais lideranças da região: Roger O. Caderma, presidente da Igreja Adventista na Divisão Sul-Asiática do Pacífico (SSD), e Hang Dara, presidente da Igreja Adventista no Camboja (CAM).
O que aconteceu
Entre 14 e 18 de maio de 2025, a província de Kampong Thom recebeu um campori de desbravadores e de crianças que, de acordo com a Adventist News Network, reuniu mais de 600 participantes entre crianças, jovens e líderes. Foram cinco dias de programação contínua.
O evento não foi apenas de desbravadores. Ele juntou, no mesmo acampamento, o clube e o ministério da criança, o que faz sentido num campo pequeno, onde concentrar forças em um único encontro rende mais do que espalhar eventos separados ao longo do ano. Para o leitor brasileiro, é como imaginar um campori que abrigasse, lado a lado, desbravadores e aventureiros na mesma programação.
Segundo a divisão, a semana foi organizada em torno de discipulado, desenvolvimento de liderança e formação de caráter. As atividades citadas pela agência incluíram classes de especialidades, sessões interativas e cultos, a mesma tríade de instrução prática, convívio e espiritualidade que sustenta o programa dos desbravadores no mundo inteiro.
O que é um campori
Para quem está chegando agora ao movimento, vale a explicação. Campori é o grande acampamento que reúne vários clubes de desbravadores em um mesmo lugar, por alguns dias, com programação intensa: montagem de acampamento, classes de especialidades, atividades de campo, competições, cultos e cerimônias.
É onde o aprendizado do ano ganha escala. O que o desbravador treinou na reunião semanal do clube, nós, ordem unida, primeiros socorros, vida ao ar livre, aparece ali diante de centenas ou milhares de colegas. E é também um dos momentos mais fortes de identidade do movimento: o desbravador percebe que faz parte de algo muito maior que o próprio clube.
Camporis acontecem em várias escalas, de clube, de região, de associação, de união, de divisão. O de Kampong Thom foi um encontro nacional, reunindo os desbravadores de um país inteiro, o Camboja, num único ponto do mapa.
Onde fica a Divisão Sul-Asiática do Pacífico
A Igreja Adventista organiza sua estrutura mundial em divisões, grandes blocos regionais. O Camboja pertence à Divisão Sul-Asiática do Pacífico, conhecida pela sigla em inglês SSD (Southern Asia-Pacific Division), com sede nas Filipinas. É uma das regiões mais diversas da igreja, abrangendo países do Sudeste Asiático.
Para efeito de comparação, o desbravador brasileiro está na Divisão Sul-Americana (DSA), que reúne oito países e é o berço do maior campori do mundo. A SSD é uma realidade bem diferente: em vários de seus países, os adventistas são minoria pequena, e o trabalho com crianças e jovens acontece em contexto de forte pluralidade religiosa.
Foi o presidente dessa divisão, Roger O. Caderma, quem ajudou a abrir o campori do Camboja, um sinal, apontou a divisão, do peso que a liderança regional dá ao ministério jovem naquela parte do mundo.
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O Camboja é um país de maioria budista, no Sudeste Asiático, com uma presença adventista pequena e relativamente jovem em comparação com países onde o movimento tem décadas de raízes. A Igreja Adventista no Camboja é identificada pela sigla CAM, e seu presidente, Hang Dara, esteve à frente da abertura do evento ao lado do líder da divisão.
Reunir mais de 600 crianças, jovens e líderes num campo desse tamanho não é um número modesto, é expressivo. Ele mostra que o programa dos desbravadores, nascido para formar crianças e adolescentes na fé, na natureza e no serviço, funciona como ferramenta de crescimento também onde a igreja está começando.
Aqui está a ponte com o desbravador que lê esta página no Brasil: o uniforme, a bandeira, o lenço, as especialidades e o culto ao redor da fogueira são praticamente os mesmos em Kampong Thom e em qualquer cidade brasileira. Muda a língua, muda a paisagem, muda o tamanho da igreja, mas o método e o propósito são compartilhados. O desbravador faz parte de uma rede que ultrapassa fronteiras.
Discipulado, liderança e caráter
A divisão resumiu o objetivo do campori em três palavras: discipulado, desenvolvimento de liderança e formação de caráter. Não são termos soltos, cada um se traduz em atividades concretas que aconteceram no acampamento.
O discipulado apareceu nos cultos e nas sessões espirituais que marcaram a semana. O desenvolvimento de liderança é o coração do programa dos desbravadores: são as crianças e os adolescentes mais velhos que ajudam a conduzir as unidades, e o campori é onde essa responsabilidade é exercitada na prática. E a formação de caráter percorre tudo, da disciplina de montar o acampamento ao trabalho em equipe nas classes de especialidades.
As classes de especialidades, aliás, são um dos pilares citados pela agência. Elas ensinam habilidades específicas, de áreas como natureza, artes, saúde ou atividades manuais, e cada uma concluída rende um distintivo. É o mesmo sistema que o desbravador brasileiro conhece: aprender fazendo, com um registro concreto do que foi dominado.
Por que essa notícia importa para você
Notícias de camporis distantes costumam passar batido, mas esta carrega uma lição para o clube brasileiro. Ela mostra que o modelo funciona em qualquer escala, de um clube gigante numa capital do Sul do Brasil a um campo inteiro que reúne 600 pessoas do outro lado do planeta.
Também é um lembrete de que ser desbravador é pertencer a algo mundial. Quando você vestir o uniforme no próximo campori, vale lembrar que, em maio de 2025, centenas de crianças cambojanas fizeram exatamente o mesmo gesto, cantaram, marcharam e conquistaram especialidades sob os mesmos ideais.
Para acompanhar notícias oficiais do movimento adventista no mundo, a Adventist News Network (adventist.news) e a Notícias Adventistas, no Brasil, são as fontes primárias. Foi da agência internacional que partiram as informações desta reportagem.