A Igreja Adventista do Sétimo Dia em Vanuatu, arquipélago do Pacífico Sul, registrou mais de 2 mil batismos ao longo de 2025, elevando a membresia total no país para 31.245 pessoas. A informação foi divulgada em 19 de janeiro de 2026 pela Adventist Record e pela Adventist News Network (adventist.news), com base no relatório apresentado durante a assembleia administrativa da Missão de Vanuatu.

O número é expressivo para um país de cerca de 335 mil habitantes: significa que aproximadamente 1 em cada 10 vanuatuenses se identifica como adventista do sétimo dia. Segundo dados oficiais citados pela reportagem, isso faz da Igreja Adventista a segunda maior denominação cristã do país, atrás apenas da Igreja Presbiteriana.

Onde fica Vanuatu, e por que o número impressiona

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Vanuatu é um país insular da Melanésia, no Pacífico Sul, formado por mais de 80 ilhas a nordeste da Austrália. A população total é de aproximadamente 335 mil pessoas, distribuída por um território de mar e montanha em que muitas comunidades só se alcançam de barco ou por estradas de terra.

É esse pano de fundo que dá dimensão ao número. Registrar mais de 2 mil batismos em um único ano em um país desse tamanho equivale, proporcionalmente, a um movimento muito maior do que a mesma marca teria em uma nação de milhões de habitantes. A membresia adventista de 31.245 pessoas representa cerca de 9% a 10% de toda a população — uma presença que, segundo a Adventist News Network, coloca a denominação como a segunda maior do cristianismo local.

Para efeito de comparação de escala, seria como se, em uma cidade brasileira de porte médio, uma em cada dez pessoas frequentasse a Igreja Adventista. Em Vanuatu, essa proporção vale para o país inteiro.

O que diz o relatório da Missão

Os dados foram apresentados como parte do relatório da secretaria durante a assembleia administrativa da Missão de Vanuatu, reunião em que representantes das igrejas locais avaliam o período encerrado e definem prioridades para o próximo.

Segundo a reportagem, os batismos ocorreram ao longo de todo o ano e em diferentes regiões do arquipélago, não em um único evento. O crescimento foi atribuído a uma combinação de frentes de trabalho: pequenos grupos, programas de saúde, evangelismo liderado por jovens, ministério de música e alcance por meios digitais e radiofônicos.

Essa lista é significativa porque descreve um modelo distribuído — muitas iniciativas pequenas e simultâneas — e não uma única campanha centralizada. É o tipo de estrutura que depende de voluntários locais atuando em suas próprias comunidades.

"As pessoas estão respondendo ao chamado de Deus"

Ao comentar os resultados, o pastor Max Senembe, então secretário da Missão de Vanuatu, resumiu a leitura da liderança sobre o ano. "Este crescimento mostra que as pessoas estão respondendo ao chamado de Deus", afirmou, conforme citado pela Adventist Record.

A fala foi feita no contexto do balanço de fim de período apresentado à assembleia. Além do número de batismos e da membresia total, o relatório reforçou o papel dos jovens no trabalho de evangelismo, um ponto que a reportagem destaca ao descrever as frentes que sustentaram o crescimento.

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Como o Pacífico Sul se organiza na estrutura adventista

Para o leitor brasileiro, vale um contexto de organização. A Igreja Adventista se divide administrativamente em Divisões, cada uma responsável por uma parte do mundo. O Brasil e a América do Sul estão na Divisão Sul-Americana (DSA). Vanuatu e boa parte do Pacífico integram a Divisão Sul do Pacífico, cuja sede fica na Austrália e à qual a Adventist Record está ligada.

Dentro de cada Divisão existem Uniões, e dentro delas as Associações e Missões — o nível que administra as igrejas de uma região. Uma "Missão", como a de Vanuatu, é um campo em fase de desenvolvimento ou com estrutura administrativa mais enxuta que uma Associação já consolidada. É por isso que o relatório de batismos passa por uma assembleia da Missão: é nesse fórum que os campos prestam contas e planejam.

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Entender essa estrutura ajuda a situar notícias de qualquer parte do mundo adventista dentro de um mesmo mapa — inclusive as do movimento de Desbravadores, que segue a mesma cadeia administrativa, de clube a Divisão.

O que isso tem a ver com os Desbravadores

O relatório de Vanuatu credita parte relevante do crescimento ao evangelismo liderado por jovens — exatamente a faixa etária que os clubes de Desbravadores e Aventureiros formam ao longo de anos de atividade.

O Clube de Desbravadores é um movimento voltado a crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, com foco em natureza, especialidades, serviço à comunidade e vida espiritual. Junto com os Aventureiros (6 a 9 anos) e as classes de liderança (a partir dos 16), ele forma uma esteira que prepara jovens não apenas para participar da vida da igreja, mas para conduzi-la. Quando um relatório de missão aponta os jovens como motor do crescimento, está descrevendo o resultado de longo prazo desse tipo de formação.

Para um desbravador no Brasil, a notícia de Vanuatu funciona como um espelho distante: mostra que o mesmo trabalho de pequenos grupos, presença comunitária e liderança jovem que acontece em um clube local se repete, em escala nacional, do outro lado do planeta — e com resultado mensurável.

Um número dentro de uma tendência maior

O resultado de 2025 não é um ponto isolado. Vanuatu já figurava entre os países com maior proporção de adventistas do mundo, e a presença da denominação no arquipélago tem décadas de história, incluindo instituições de ensino e de saúde que ajudaram a firmar as frentes citadas no relatório.

Números de censo reforçam o peso da comunidade: em levantamentos oficiais recentes, os adventistas aparecem como uma das maiores parcelas religiosas do país. A marca de mais de 2 mil batismos em um único ano, somada à membresia de 31.245 pessoas, indica que esse crescimento seguiu firme em 2025.

Como toda estatística de missão, os dados dependem dos registros da própria Igreja e foram apresentados pela liderança local à assembleia. Este texto reúne o que foi publicado pela Adventist Record e pela Adventist News Network e não acrescenta números além dos divulgados por essas fontes.